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Ajuste em rede de gás evita desperdício de oxigênio

Escrito por Fernanda Luvizotto. Postado em Assessoria de Imprensa

Foto: Luciane Kron/Feas

O ajuste fino na rede de gás que libera oxigênio, por exemplo, têm evitado o desperdício em hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) da Prefeitura de Curitiba. A manobra correta impede perdas de até 100 litros por minuto dos chamados gases medicinais.
 
O acompanhamento é importante porque a pandemia do novo coronavírus fez aumentar o número de pacientes que precisam de ventilação mecânica nos hospitais para resistir ao avanço da doença sobre os pulmões.
 
O setor de engenharia clínica do Hospital Municipal do Idoso, no Pinheirinho, realizou um estudo para melhorar a eficiência na regulagem de dispositivos e equipamentos, diminuindo o desperdício de gases medicinais.
 
A equipe está percorrendo as unidades administradas pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas) para ajustar os equipamentos e orientar os profissionais de saúde em relação ao uso adequado.
 
“Isso nos ajuda a manter o uso racional de um recurso tão precioso”, afirma o coordenador médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tatuquara, Alberto Filipak.
 
A equipe considerou dados de vazão da rede hospitalar e as configurações de fábrica dos equipamentos nos leitos. O estudo identificou que, quando o fluxômetro está em “vazão livre” (acima do indicador máximo de 15 litros), a vazão pode chegar a 115 litros por minuto.
 
Na prática, há dois ajustes que as equipes assistenciais precisam fazer: da pressão do gás (conforme especificação do fabricante do equipamento) e do fluxo, seguindo prescrição médica. Isso afasta o risco de consumo exagerado do recurso.
 
Segundo o técnico de eletrotécnica do Hospital do Idoso, Wiliam Arabori, obedecer a graduação (escala) dos fluxômetros é fundamental para que as recomendações médicas sejam atendidas.
 
Treinamentos
As aferições feitas pelo estudo e as demonstrações de ajustes foram condensadas em dois vídeos produzidos pelo setor de Engenharia para orientação das equipes assistenciais e que já circulam nos aplicativos de mensagem usados pelos profissionais de saúde.
 
Além do Hospital do Idoso, equipes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Tatuquara, Fazendinha e Boqueirão, Centro Médico Comunitário Bairro Novo (CMCBN), Hospital Vitória e Hospital Victor Ferreira do Amaral também receberam os treinamentos. Todas as unidades são administradas pela Feas, ligada à Secretaria Municipal da Saúde.