Share |

Evento do Caps promove reinserção social no Dia Mundial da Saúde Mental

Escrito por Fernanda Luvizotto. Postado em Assessoria de Imprensa

Fotos: divulgação

Claudinei Roberto de Brito tem 44 anos e faz tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), no bairro Portão, há três semanas. Ele participou do evento em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Mental, realizado na Rua da Cidadania do Carmo, que contou com atividades de promoção de bem-estar mental dos usuários.  Ele jogou futebol de salão e damas, mas o que mais gostou foi da recepção da comunidade. “Foi importante para a sociedade nos olhar de outra forma, há muito preconceito ainda”, relatou.

O evento contou com a participação dos 12 Caps de Curitiba e envolveu cerca de 200 participantes em atividades esportivas e práticas integrativas, como reiki, automassagem, aula de zumba, jogos e exposição de artesanatos.

“A importância é de ampliar as atividades externas ao serviço Caps, passando da teoria à prática, pois utilizamos o território como real recurso de intervenção, propiciando o protagonismo de cada usuário presente em contato com a comunidade em um local de espaço comum”, destaca Karin Cristine Gabardo, coordenadora do Caps 3 Boqueirão, que trata usuários de transtornos mentais.

A interação com as pessoas “promove satisfação e reaproxima o paciente da sociedade”, conta a coordenadora Jaqueline Calixto Magingo, do Caps 2 Portão, voltado aos usuários com transtornos mentais. “Essa é a essência do trabalho, tornar qualquer ambiente terapêutico”, observa.

As atividades externas são fundamentais para romper essa barreira social e desmistificar os problemas mentais. Para o psicólogo Claudio Amaro Cassal, “nestas situações o usuário tem a liberdade de ir e vir, ao mesmo tempo em que conta com acompanhamento profissional”.

Martinha de Lara Monteiro, 50 anos, faz acompanhamento no Caps há menos de uma semana. Ela aproveitou a proximidade com a igreja para visita-la. “No início do evento até me senti um pouco perdida, mas as atividades me integraram, e até me senti motivada para ir à igreja do Carmo pedir proteção, algo que há algum tempo não fazia”, descreveu.

A apresentação do evento foi realizada pelo projeto Rádio Sangue Bom, do Caps 2 Bairro Novo. Dois locutores e dois auxiliares fizeram toda a divulgação do evento no local, programaram músicas e apresentaram as atividades. “Oficinas como a de rádio são importantes para dar visibilidade e voz a esses usuários, além de desenvolver a comunicação e o conhecimento técnico”, disse a psicóloga Bianca Oliveira Garcia Silva, que coordena o projeto.